>
tr>

Conheço o José Fernandes Castro há pelo menos 25 anos. Foi num retiro típico do Porto, a "Cave do Fado", na Ramada Alta, que a nossa límpida amizade se estabeleceu e começou a marchar em constante fortelecimento. Nenhuma das habituais vicissitudes fadistas perturbou a espontânea harmonia com que sempre convivemos. Entre nossos amigos, as advindas antipatias por um ou por outro lado, soubemos por condão próprio amenizar, evitando saudavelmente todas as eventuais quesílias que poderiam ocorrer.

Estou pois a considerar, independentemente do sentimento amigo que nos une, um audaz aficcionado do Fado Portuense que de corpo e alma se entregou ao delicado ofício das cantigas, quer como aprimorado intérprete, quer como meritório poeta, progressivamente embalado no mais e melhor que continuamente foi cultivando com tenacidade e esmerado rigor, algo que, tomando em conta a dificuldade dos meios disponíveis, tem no meu apreço muitíssimo valor.

Hoje e aprazivelmente, o Zé Fernandes constitui um sólido elemento na cultura do seio daqueles que vigoram e revigoram a alma de Portus Calle. Por isso mesmo lhe dedico com devotado empenho esta memórica página que cuidarei de melhorar e ampliar dentro do possível enquanto puder e existir.

Porto, 15 de Outubro de 2006
António Torre da Guia

EDITAL

Contra os deuses impossíveis,
monstros sagrados, incríveis,
o meu mor dos ideais,
é lutar, sonhando em frente,
até que prove evidente
que todos somos iguais...

Vá eu além pouco mais,
soçobre em tramas fatais,
no pó que restar de mim
há-de a semente irrompante
cedo ou tarde, militante,
lograr meu sonho enfim...

Pelos fados de onde vim
fui marcado, sou assim
e assim avante serei,
trovador sempre de novo
de corpo e alma sou Povo,
cidadão de lusa-grei.


Quer mandar recado?
CLIQUE AQUI
Escreva e Envie
Reserva integral de Direitos de Autor - SPA 1.1453 Som = António Chainho à Guitarra Portuguesa Seguinte
APÓS A SUA BEM-VINDA VISITA PASSE OU VOLTE À USINA DE LETRAS